Consultas clínicas
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Seguindo com os cuidados da mente
Valor dos serviços doados nesta expedição: horas efetivamente dedicadas × valor de mercado da especialidade, informado pelo próprio voluntário ou, na falta, a média de mercado — a metodologia da nota 11 das demonstrações auditadas. Valores em reais.
Liderada pela psicóloga Ana Lúcia Castello, a expedição proporcionou 115 atendimentos psicológicos, utilizando a abordagem terapêutica EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por meio do Movimento dos Olhos). A parceria com a Prefeitura e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de Belterra foi fundamental para a realização dos atendimentos voltados à saúde mental na região.
Além dos atendimentos psicológicos, a expedição incluiu atividades educativas e de apoio. No dia 27 de julho, foi realizada uma roda de conversa no Museu de Ciências de Belterra sobre os cuidados de crianças neuroatípicas, proporcionando um espaço de troca de experiências e aprendizado para pais, cuidadores e profissionais. Ainda no mesmo dia, a psicóloga Ana Lúcia ministrou uma palestra sobre o reprocessamento de experiências traumáticas em profissionais de saúde, utilizando o Protocolo de Grupos do EMDR. Esses eventos visaram não apenas o tratamento imediato, mas também o fortalecimento da rede de apoio local e o aprimoramento contínuo dos cuidados prestados à população.
Foi essencial para mim. Sinto que estou mais forte agora para seguir nos trabalhos. — Romilda, agente comunitária de saúde
Na manhã de sábado, nossas psicólogas se reuniram com 20 profissionais de saúde de Belterra no Museu de Ciências do Amazonas (MuCA) para uma sessão terapêutica em grupo, usando a técnica G-TEP do EMDR para ajudar os profissionais a reprocessarem seus traumas, medos e dificuldades que enfrentam no trabalho.
Durante a roda de conversa, 6 pais tiveram a oportunidade de compartilhar suas experiências e preocupações, recebendo orientações práticas sobre como lidar com os desafios diários.
No domingo, realizamos um atendimento em grupo com 12 crianças, cuidadosamente planejado para ajudá-las a lidar com seus traumas de maneira segura e respeitando o ritmo de cada uma. Elas demonstraram uma melhora significativa em como lidam com suas dificuldades emocionais.

Dona Angela entrou na sala de terapia com o coração apertado, cheia de tristeza e sem conseguir dormir direito há dias. Falou tudo o que estava sentindo, com lágrimas nos olhos, enquanto a psicóloga ouvia com carinho. Aos poucos, foi se sentindo mais leve, como se um peso tivesse saído dos ombros. No final da sessão, Dona Angela olhou para a psicóloga Mara com um sorriso. Agradeceu muito pelo apoio e pela chance de enxergar as coisas de um jeito diferente. E afirmou estar saindo dali se sentindo mais forte e esperançosa do que em muito tempo.

A Agente Comunitária de Saúde (ACS) Romilda participou de um trabalho em grupo com outros ACS e depois recebeu um atendimento individual com a Dra. Ana Lúcia Castello. Como ACS, ela sabia o valor de cuidar dos outros, mas às vezes se sentia perdida em relação aos próprios sentimentos. Durante a conversa, Romilda desabafou sobre as pressões do trabalho e as incertezas da vida pessoal, e sentiu alívio imediato ao ser ouvida com empatia. Ao final da sessão, agradeceu calorosamente à Dra. Ana Lúcia e à equipe da ONG Zoé por estarem ali, na hora certa. "Foi essencial para mim. Sinto que estou mais forte agora para seguir nos trabalhos", disse, confiante e motivada para continuar ajudando sua comunidade.


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Doadores mensais são a base que permite planejar as expedições com antecedência.


