Proposta de identidade visualVersão 01 · 2026
O rio leva ao encontro.
A Zoé leva saúde pelo rio, pelo céu ou pela estrada. Essa identidade nasce desse caminho — da floresta, da areia e do rio.

O rio é o caminho. O encontro é o destino.
A Zoé existe para chegar onde a saúde especializada não chega. De Santarém, as equipes navegam por horas — às vezes dias — até as comunidades ribeirinhas e indígenas. O rio não é cenário, é a estrada. Quando não dá pra ir de barco nem carro, vamos de avião.
No fim do caminho está o encontro — o mesmo que o símbolo já carrega: duas mãos que se alcançam. A Zoé chega, encontra, e cada lado permanece inteiro. O cuidado acontece na fronteira viva entre dois mundos: médicos e ribeirinhos, doadores e territórios, cidade e floresta.
O sistema visual é geográfico: o azul é o rio; o verde é a mata na margem; a base é a areia branca das praias, com a linha dourada correndo nas fronteiras; e o laranja do pôr do sol no Tapajós é o acento quente: CTAs, brilhos e dados-herói.

“Encontrar sem apagar.”
A ideia central da marca. Todo o sistema visual deriva dela.
Floresta, areia e rio.
O esquema principal da identidade. Em peças densas de conteúdo, dois campos por vez.
O logo já era um encontro.
O Z da Zoé é formado por duas mãos que se alcançam — quem cuida e quem é cuidado. O símbolo permanece intocado. As mãos se encontram como as águas se encontram.
Regras de uso
As mãos que formam o Z nunca mudam de forma, proporção ou cor. Estas regras protegem o único elemento que não pode variar em toda a identidade.
Seis versões oficiais
Área de respiro
Reserve, em todos os lados, uma margem igual à altura do símbolo (uma mão). Nenhum texto, foto ou borda invade essa zona.
Tamanho mínimo
Abaixo disto as mãos deixam de se ler. Nunca reduza mais que estes limites.
O que nunca fazer
- Não esticar nem distorcer a proporção.
- Não recolorir fora da paleta oficial.
- Não girar nem inclinar o símbolo.
- Não aplicar sobre fundo de baixo contraste.
Esquema de cores.
Clique numa cor para copiar o hex.
Proporção de uso
- Areia/Branco · 50%
- Azul · 26%
- Verde · 14%
- 10%
Paletas do território
Do estudo da designer Carol Puppe: cada território tem uma paleta própria, colhida das fotografias do lugar.
- ArapiunsÁgua clara e céu — azuis suaves, verde de mata e areia.
- BelterraTerra firme e madeira — ocres, marrons e verde profundo.
- Mapuera e Zoé'sUrucum, ocres quentes e terra.
Texturas do território — a matéria como fundo
Quando a peça pede matéria, as texturas reais — areia, terra, barro e água — entram como fundo fotográfico no lugar da cor chapada.
Areiano lugar da Areia Branca
Terraterra firme · paleta Belterra
Barrono lugar do Sol do Tapajós
Águano lugar do Azul Tapajós — o logo assina em branco pleno
A Linha do Encontro.
Não é uma onda decorativa: é a margem do rio — a linha viva onde o barco toca a comunidade, desenhada a partir dos contornos reais do mapa. Os campos são azul, verde, areia ou branco — e na fronteira corre a linha dourada da praia.
- 1 · Divisor de camposDois campos — azul e areia — e a linha dourada da praia correndo na fronteira. Uso: capas e transições de seção.
- 2 · Margem verticalVersão vertical para laterais de peça, marcadores de página e papelaria.
- 3 · Afluente duploO rio e a praia correndo juntos; capas e aberturas de capítulo.
Sempre — orgânica e irregular, como a margem real; uma única linha por peça, separando dois campos; a linha dourada acompanhando a fronteira.
Nunca — zigue-zague regular ou onda senoidal perfeita; linha solta sem campos; campos inteiros de cor de sol — o sol é traço, não campo.
Um rio para cada peça.
Formas derivadas da geografia real dos rios, sempre nas cores da paleta. Elas compõem posts, capas e materiais junto com fotos recortadas — camadas de água sobre a areia branca, nunca disputando com as pessoas.
- Corpo d’águaO canal fundo. Fundo de destaque para números, títulos e fotos recortadas.
- IlhaO contraponto verde do corpo d’água. Fundo para pautas de território e floresta.
- Banco de areiaFaixa dourada alongada. Base discreta para números e assinaturas.
- Brilhos de solO reflexo do pôr do sol na água. Transições, cantos e pontas de forma.
Divisores de campo
Doze variações mais leves para separar seções sem pesar. Sempre um por fronteira, nunca empilhados.
- Linha do encontro · azul
- Linha do encontro · verde
- Linha do encontro · traço
- Margem vertical
- Divisor praia
- Divisor afluente duplo
- Divisor pontilhado
- Divisor brilhos
- Divisor mata
- Afluente
- Rota de expedição
- Mata da margem
Desenho de Carol Puppe: a geometria dos rios Tapajós e Arapiuns extraída do mapa — a base de todo o sistema gráfico.



Regras rápidas — 1 a 2 formas por peça · sempre nas cores da paleta · a foto recortada sempre por cima · o sol entra como traço ou brilho, nunca como campo.
O território em traço contínuo.
Dezoito ícones desenhados com o mesmo traço solto do afluente — linha única, pontas arredondadas, um acento de barro por ícone. Eles pontuam infográficos, relatórios e posts: o caminho (canoa, barco, avião, carro, estrada), o território (rio, árvore, floresta, palafita, rede, peixe), as pessoas (voluntários, médicos), os grafismos e as setas que conduzem o olhar.
Regras rápidas — traço de peso único, sempre em cores da paleta · um acento de barro (ou dourado) por ícone, nunca mais · um ícone por bloco de informação, tamanho mínimo 24px. O pacote traz SVG (azul e branco) e PNG transparente de cada ícone.
Calor no título, precisão no corpo.
A foto real é a protagonista.
Sem filtros pesados: as pessoas e o território aparecem como são. A identidade entra apenas pela moldura.


O número é a prova.
O dado carrega a transparência que conquista o doador institucional. Números grandes em Young Serif; contexto em Jost; o sol reservado para o valor que mais importa em cada peça.
- 7expedições em 2026
- +5.000atendimentos no 1º semestre · o dado-herói, em cor de sol
- 1.589exames, muitos os primeiros da vida
- 487pessoas atendidas na Aldeia Mapuera
- 420Arapiuns
- 610Tapajós
- 955Mapuera
- 530Maró
- 700Suruacá
Barras em água clara; o sol destaca o pico. Uma cor de ênfase por gráfico — nunca o arco-íris.
Regras de visualização
- Uma cor de ênfase por gráfico — o sol marca o dado que importa.
- Água clara para as demais séries; verde só para dados ambientais.
- Sem 3D, sombras ou pizza fatiada. Barra e linha, honestas.
Falamos como quem esteve lá.
Concretos com os doadores, dignos com o território.
Concreta, não abstrata
"487 pessoas na Mapuera", não "impactamos vidas".
Digna, nunca piedosa
O ribeirinho é protagonista, não vítima. Mostramos força e cuidado, não miséria.
O doador é o encontro
"Sua doação leva a equipe até onde ninguém chega." O apoio é a ponte entre os dois mundos.
Transparente por padrão
Prestamos contas com dados abertos. Confiança institucional se constrói com evidência.
Dizemos
- "Foram 1.589 exames em quem nunca havia feito um."
- "A equipe subiu o Tapajós por dois dias até a aldeia."
- "Sua doação garante a próxima expedição."
Evitamos
"Transformamos milhares de vidas todos os dias.""Comunidades carentes e esquecidas da floresta.""Ajude essas pessoas que tanto precisam."
Redes sociais.
Três combinações oficiais de cor para o Instagram — sempre com o logo e um único acento por peça.
A saúde chega de barco.ongzoe.orgClaraAreia + azul + sol, água na base. O feed do dia a dia.
1.589 examesongzoe.orgEscuraAzul + reflexo do sol + linha dourada. Dados e impacto.
Floresta, areia e rio.ongzoe.orgTerritórioAreia + verde + dourado. Expedições e meio ambiente.
ongzoe.org — o encontro em movimento.
Proposta de direção para o site — ainda não aplicada ao ar. No digital a identidade ganha movimento sutil: a margem balança, o afluente se desenha devagar. Sempre lento e contínuo, como o rio: nada pisca.

Seções internas — claro e escuro
Associação de Apoio à Saúde de Populações Remotas. Identidade visual · conceito “O rio leva ao encontro” · Julho de 2026. Design e estudo de identidade visual: Andréia Laplana.
Pará · Brasil