Vesícula, tireoide, miomas, lesões de pele: cirurgias simples esperam anos. Enquanto isso, a vida para: o trabalho, o sono, a família. Nós levamos o centro cirúrgico até lá.
Próxima expedição: 28/nov a 6/dez de 2026
Adriel precisava retirar a vesícula. Era o número 1.685 na fila do SUS e já não conseguia brincar.
Sua mãe, Nikita, viu na televisão que a Zoé estava no Hospital de Belterra e foi até lá sem garantia nenhuma. A equipe se mobilizou e Adriel foi operado naquela expedição.
A cada expedição, ouvimos dezenas de histórias como a de Adriel. Para quem espera há anos, uma cirurgia simples devolve muito mais que a saúde: devolve o brincar, o trabalho, o sono e a vida que ficou em pausa.
Sem poder carregar peso, quem vive da roça e da pesca para de trabalhar por anos.
Em quem vive de roça, pesca e carrega peso, a hérnia cresce e pode estrangular — uma emergência a horas de barco do hospital. A pedra na vesícula causa crises repetidas e infecções graves. São as cirurgias mais frequentes do programa: 310 desde 2020.
Anos de sangramento e anemia, sem forças para trabalhar e cuidar dos filhos.
Miomas, cistos e prolapsos afetam mulheres por anos, sem ginecologista por perto: anemia, dor constante, dificuldade para trabalhar e cuidar dos filhos. Operamos com equipe feminina sempre que possível, com consulta e ultrassom antes.
Um nódulo no pescoço que cresce por dez anos até apertar a garganta.
Nódulos que crescem sem acompanhamento apertam a traqueia, dificultam engolir e respirar e podem esconder um câncer. A cirurgia exige cirurgião especializado, anestesia segura e ultrassom. Levamos a equipe completa.
Sob o sol da Amazônia, uma mancha ignorada pode ser um câncer de pele.
Décadas de sol no rio e na roça, sem nunca ver um dermatologista. Lesões suspeitas, cânceres de pele iniciais e cistos são retirados no mesmo dia, em procedimentos ambulatoriais: 295 cirurgias desde 2020.
Todos os casos passam por triagem e avaliação pré-operatória semanas antes da expedição.
Patrocine uma frente cirúrgica ou a expedição completa, com relatório de impacto próprio e presença em eventos.
Andreia Laplana, diretora executiva: andreia@ongzoe.org
144 instituições parceiras, entre elas Faculdade Sírio-Libanês, HC-FMUSP, Fundação Salvador Arena e SESAI/DSEI.
Transparência (último relatório auditado) →Cirurgias eletivas de pequeno e médio porte que podem ser realizadas com segurança em hospital municipal e têm recuperação previsível: cirurgias gerais (hérnia e vesícula), ginecológicas, de cabeça e pescoço (tireoide) e dermatológicas. Casos que exigem UTI ou alta complexidade são encaminhados à rede de referência.
A fila é organizada em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde e o hospital local, a partir da demanda já registrada no SUS. A Zoé avalia cada caso no pré-operatório.
O pós-operatório imediato é acompanhado pela equipe em campo; o seguimento fica com a rede local, com orientação da Zoé e canal direto para dúvidas. Em Belterra, a Zoé mantém presença contínua por meio dos outros programas e da filial aberta no Hospital Municipal em 2026.
Vai para o Programa Cirurgia na Floresta: o que torna cada expedição cirúrgica possível — logística, insumos, medicamentos, exames, hospedagem da equipe e estrutura. Os voluntários não recebem. As contas da Zoé são auditadas pela BDO e publicadas.
Sim. Até 6 de dezembro de 2026, tudo o que entrar por esta página vai para a 55ª expedição, em Belterra, dentro da campanha “O Último Presente do Ano”. O que exceder o custo dela fica no Programa Cirurgia na Floresta e garante a expedição de junho.